quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Falso blasé



Abafar o som de um violão
andar com um caderno debaixo do braço
brincar com o vazio
fazer cara de paisagem
tomar sopa em prato de porcelana
tirar uma foto da janela
tirar uma foto  da sopa
sofrer sofrimento antigo
fazer uma lista de nomes proibidos
(riscar todos eles)
sentir saudades da dor
e de rir
e de amigos não específicos
simular uma vida
enquanto sonha acordada e toma café
(sem nem gostar).

9 comentários:

  1. Awn, que lindinho. Adorei o texto. Deixa os meus no chinelo kk


    http://www.pampilho-ordinario.com/

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  2. Hahahahahaha para! Obrigada ❤

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  3. OMG, que poema lindo. Até li pra minha irmã (ela super curte poesia), muito bom, é uma pena que poemas realmente não sejam o meu forte.

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  4. OMG, que poema lindo. Até li pra minha irmã (ela super curte poesia), muito bom, é uma pena que poemas realmente não sejam o meu forte...

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  5. Café sem nem gostar, é de longe o que eu mais vejo rs

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  6. Hahaha obrigada <3 eu não gostava nem um pouco, aprendi a gostar lendo um blog e Gregorio Duvivier. Só gosto desses simples também!

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  7. HAHAHAHA com certeza

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  8. Que poesia! Acabei encontrando seu blog por acaso (te vi em um comentário de um blog que chegou ao fim) e acabei me surpreendendo com as poesias que encontrei por aqui. Essa poesia em particular, me senti íntima dela. Um abraço!

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  9. Obrigada <3 Pensei em postar todas, mas por enquanto deixei só essas duas.

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