sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A natureza reconhece o próprio caos


não me reconheço no reflexo do espelho
que passa calmamente por t o d o s os estágios da tristeza
pintados no branco-rosa do olho
(lava, o fogo de um vulcão)
e na íris que esverdeia ao mesmo tempo
em choque, com dormência no corpo
reações em mim feito sal de frutas, tremendo, vibrando
e poderia se passar por apatia (se for míope e observar de longe).
me falta astúcia para sair das contradições
que prezo e brando, desde sempre
corroída pela ansiedade e medo enquanto tento me livrar dessa
taquicardia que você me causou.
desesperada por um silêncio e com certa saudade da paz
em busca do meu posto de nômade de espírito
(sem nunca pousar em ninguém ou em lugar algum)
é difícil (e muito, diga-se de "passagem")
desapegar tanto do gosto da dor
quanto da parcela de mim que assumiu as estrelas que nasceram de outras mortes
brigam e beijam nas mesmas colisões dentro de mim.
imploro ajuda, como uma des orient ad a com sede de um norte
e pergunto se me perderia mais
saindo em busca dele ou ficando no mesmo lugar.

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