sexta-feira, 25 de março de 2016

Você não me reconheceria enroscada num balanço


esgotaram os cordões que firmavam meus quadris
que se descontrolam nas histórias que contam
movimentos desprendidos dos ossos brincam variando a intensidade
guardo caquinhos de segurança num aquário
cedo ao impulso de colecionar segredos em segredos
pinto uma tela que escorre que ela é a vida
e a vida nunca está seca
aquela peça só se enxerga por telescópio
imensa, mas
sem mas
e dúvidas e incertezas dando corda
transbordam fácil com uma bola de gude
me desligo, não faz sentido insistir
e aqui começaram as reformas
mas não posso parar, não sei ser estática
perdi o repouso
me fugiram os padrões de normas
como me sentir, quando
como reconhecer
e seguir assentindo no meio da manutenção
enquanto as pessoas acreditam que sei o que estou fazendo
me alegro de exalar essa confiança
no meio do insegurança-sim-insegurança-não
coisas que a gente esconde no ruído das fotos
a beleza da conveniência (ou o contrário)

2 comentários:

  1. Olá moça bonita,
    Adoro e amo poesias, poemas, crônicas e afins. Mas mesmo assim ando sem inspiração para escrever. Entretanto senti a beleza e pureza do seu singelo poema, ah se o mundo assim fosse poético.

    Belo post.
    Beijos
    Karolini
    http://womenrocker.blogspot.com.br/

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