sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TURB ULÊ NC I A



tudo é furta cor e flutua
e sofre de turbulência
independente de reino filo classe ou sobriedade emocional

perturba e colide
com desgastes e perdas gradativas
o baque de duas esferas coloridas atiram cristais afiados
farpas transparentes
mirando e tentando atravessar a pele
arrebentam as cordas de segurança
pautas se apagam, letras correm e fazem que me enforcam
bebo água para a ansiedade descer antes que me dê conta dela

o vento vibra na mesma frequência que eu
a velocidade é 103 e acelerando
não posso me afastar, não tenho um útero para me esconder
só trair o eu de cinco minutos atrás e plantar
a necessidade de reciclar tudo sobre tudo
modelar cromossomos
derreter e congelar o mesmo cubo de água
até ser o suficiente
e mudar, mesmo tremendo pelo movimento
é muito espaço cru para explorar entre os polos
provavelmente vai dissolver a liga da linha do tempo
mas mesmo sem perspectiva ou ponto de fuga
fica por aí procurando coerência com a cabeça de agora
(não sei cadê a cabeça de agora)

poesia inicial que originou a zine turbulência que estou vendendo a dez golpinhos com a @acabaxistudio ♥ e não desisti de blog! apenas estou dedicando meu tempo a outros projetos (a marca) e faculdade. perdoa o sumiço e não desiste de mim ~

Um comentário:

  1. Relaxe, desisto não. Tô sempre dando uma passadinha por aqui :)

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